Doença comum, prevenível e ainda subdiagnosticada foi tema de palestra no CRF-SP
Dra. Angela Honda, pneumologista, demonstrou o funcionamento correto dos dispositivos inalatórios
São Paulo, 10 de dezembro de 2025.
O CRF-SP recebeu a pneumologista Dra. Angela Honda, diretora executiva e líder de Programas Educacionais da Fundação ProAR, para uma palestra em parceria com a GSK, dedicada às atualizações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), realizada na terça-feira, 9, na sede.
A apresentação, em formato híbrido, contou com a participação on-line da Dra. Danyelle Marini, diretora-tesoureira do CRF-SP, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou o importante papel do farmacêutico no acompanhamento da doença.
Dra. Danyelle Marini, diretora-tesoureira do CRF-SP, participou de forma on-line da palestra
Reconhecida por sua atuação em reabilitação pulmonar e educação em saúde respiratória, a especialista apresentou de forma clara e objetiva as mudanças recentes no diagnóstico, no manejo e no tratamento da DPOC, reforçando a necessidade do trabalho multiprofissional, que também envolve o farmacêutico.
Para a Dra. Angela, a DPOC é uma condição comum, prevenível e tratável, mas ainda amplamente subdiagnosticada. Os dados apresentados reforçam a urgência de atenção para a doença: cerca de 40 pessoas morrem por dia no Brasil em decorrência da DPOC, que já é a terceira maior causa de óbitos no mundo e a quinta principal causa de morte no país.
Estudos como o PLATINO, que realizou acompanhamento de nove anos sobre DPOC na cidade de São Paulo e foi publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, apontam que grande parte das pessoas afetadas desconhece o diagnóstico, o que atrasa o início do tratamento e agrava complicações. “O tabagismo, a exposição contínua à poluição e a ambientes ocupacionais com poeira e gases, além de fatores socioeconômicos, continuam entre as principais causas da doença”, ressaltou a palestrante.
Durante a apresentação, foram revisadas as atualizações da GOLD 2025 (sigla em inglês para Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), que reorganiza a classificação dos pacientes, facilitando a definição das estratégias terapêuticas mais adequadas para cada perfil.
Um dos pontos centrais abordados foi a escolha do dispositivo inalatório, considerada essencial para o sucesso do tratamento. A pneumologista apresentou evidências indicando que a facilidade de uso e a redução de erros durante a inalação são determinantes para garantir maior eficácia terapêutica. Na comparação entre os dispositivos disponíveis, aqueles com operação mais simples demonstram melhores taxas de adesão e desempenho prático, favorecendo o controle da doença.
Ao final da palestra, a Dra. Angela Honda reforçou a relevância da atuação do farmacêutico no acompanhamento dos pacientes com DPOC. “A orientação sobre o uso correto dos dispositivos inalatórios, a identificação de sinais de agravamento e o incentivo à adesão ao tratamento são contribuições fundamentais para a qualidade de vida dos pacientes. Já acompanhei casos de pessoas que não conseguiam tomar banho ou fazer a barba sozinhas devido ao cansaço. Com a escolha terapêutica adequada, tiveram ampla melhora na qualidade de vida”, concluiu.
Dra. Karla Pinheiro, farmacêutica, especialista em gestão pública, moderou a palestra; Dr. Mario Henrique Borges de Queiroz, farmacêutico e gerente de vendas institucionais GSK e Dra. Angela Honda, pneumologista, diretora-executiva e líder de programas educacionais na Fundação ProAR e médica voluntária na reabilitação pulmonar na Unifesp
Thais Noronha
Departamento de Comunicação CRF-SP
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